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mai 11

Gerador de eletricidade nanomagnético

 

    Nessa prática, construiremos um sistema que converte a energia mecânica em energia elétrica, empregando um fluido magnético sintetizado previamente. 

       Esse sistema foi inventado por Ulisses Condomitti (eu mesmo!) durante o período final do meu doutorado, na Universidade de São Paulo e pode ser adaptado a uma grande variedade de aplicações, poussindo um grande potencial, nao apenas didático, mas também tecnológico.

EQUIPAMENTOS E REAGENTES

  • Fluido magnético
  • Tubo de vidro
  • fio esmaltado
  • Ímã

PROCEDIMENTO

    Para executar esse procedimento, será necessária uma amostra de fluido magnético. Para obter esse material, leia e execute o experimento “Síntese de fluidos magnéticos”.

    Enrole cerca de 3 metros de fio de cobre esmaltado 20 AWG em volta de um tubo de vidro (Tubo de ensaio). Lixe as extremidades do fio empregando uma lixa fina, para expor o cobre metálico e estabelecer contato elétrico. Prenda com cola quente ou fita adesiva, um ímã sobre essa bobina, de modo que não possua movimento relativo em relação ao fio de cobre, conforme mostrado na Figura 10.6.

    Coloque um determinado volume de fluido magnético dentro do tubo de vidro, de maneira a preencher metade de seu volume e tampe bem a outra extremidade com uma rolha impermeável de borracha (ou uma rolha de cortiça revestida com filme plástico).

Conecte o multímetro, utilizando terminais de garra, às pontas do fio da bobina e selecione no painel o modo de leitura de tensão (menor escala possível).

    Agite o tubo de modo a movimentar o fluido magnético no seu interior, fazendo-o migrar de uma extremidade para a outra, ou seja, o fluido magnético ao ser submetido ao campo magnético gerado pelo imã produzirá uma tensão induzida, que pode ser detectada no multímetro. Caso visualize esse efeito, você está diante de um dispositivo que transforma energia mecânica em energia elétrica.

    Figura 10.6 Montagem experimental do gerador nanomagnético: cerca de um terço do tubo é preenchido com fluido magnético e uma bobina de fio de cobre esmaltado 24 AWG é enrolada sobre a região central. Um ímã é fixado sobre a bobina e o tubo é vedado. As extremidades da bobina são conectadas a um multímetro para realização das medidas elétricas durante a movimentação do fluido no interior do tubo.

 

REFERÊNCIAS

  • Nanotecnologia experimental - Henrique Eisi Toma, Delmarcio Gomes, Ulisses Condomitti. Ed. Edgard Blucher, São  Paulo, 2016

Olhar Nano